Durante o lançamento do Pacto pela Educação estiveram presentes pessoas da sociedade civil, ligadas ao setor público, entidades não-governamentais, à educação, ao setor produtivo, movimentos sociais, entre outros. Em suas manifestações, autoridades, empresários e representantes de importantes entidades no Estado manifestaram seu apoio ao movimento que está sendo criado no Rio Grande do Sul.
Para a secretária de Educação do RS, Raquel Teixeira, a criação do Pacto pela Educação não é só bem-vinda, mas necessária. “O Brasil tem dois problemas crônicos sérios e interligados que são o baixo crescimento econômico e a péssima distribuição de renda. E parte desses problemas estão vinculados ao fato de que uma parcela da sociedade está alijada do processo produtivo – dos 20 milhões de jovens entre 18 e 24 anos, 4 milhões concluíram o Ensino Médio, mas não estão trabalhando, 50% deles vão seguir o caminho da informalidade, ou do trabalho com baixa renda, ou ainda desemprego ou criminalidade. A produtividade não vai acontecer se não incluirmos todos esses jovens”, salientou. Para ela, a responsabilidade não é da Secretaria da Educação, do Estado, das prefeituras e secretarias, mas de toda a sociedade. “Tem que ser um Pacto de toda a sociedade para que a gente prepare o RS e o Brasil para a educação do século XXI, que é o século do conhecimento. O RS tem tudo para ser um estado de excelência em inovação no país. Como CPF Raquel Teixeira, já assinei como apoiadora do Pacto pela Educação”, destacou.
O superintendente regional do Sesi, Juliano Colombo, também confirmou sua adesão ao movimento. Ele citou o trabalho que o Sesi já vem fazendo para ajudar a escola pública e antecipou que no próximo ano será lançado o Instituto de Formação de Professores, para ajudar os docentes no desafio de melhorar a educação. “Sabemos que os desafios são enormes, temos que entender a sala de aula e ajudar os professores a inovar. Contem como esse CPF, que é da educação”, salientou o dirigente.
A secretária municipal de educação de Porto Alegre, Sônia da Rosa, citou os desafios que precisam ser enfrentados para melhorar a educação, em especial, em Porto Alegre. “49% dos alunos da rede municipal têm distorção idade-série (que significa repetir mais do que duas vezes no mesmo ano), nos 6ºs anos do Ensino Fundamental. Isso implica no investimento de oito milhões por ano”. Para ela, a educação só se faz com mobilização social. “Todos estamos aqui para mudar essa realidade”, destacou.
O presidente das Empresas Randon, Daniel Randon, lembrou que o gaúcho é empreendedor, gosta de se reinventar, e que esse movimento precisa acontecer, também, na educação. “Precisamos investir na melhoria da Educação Básica, isso fará toda a diferença para esses jovens no futuro e impactará no crescimento do Estado e na atração de novos negócios. Chegou a hora de mudarmos a educação no nosso Estado. Contem com o CPF do Daniel Randon”, salientou o empresário.
O diretor regional do Sesc-RS e do Senac-RS, José Paulo da Rosa, comentou sobre a sua tese de doutorado, na qual pesquisou escolas de ensino fundamental e médio da Coreia do Sul, país com excelentes resultados em testes internacionais como o PISA, bem como quatro escolas de ensino fundamental e médio do Brasil que tiveram as melhores notas no IDEB e ENEM do ano de 2009, no Rio Grande do Sul. O especialista colocou estudo à disposição do Pacto e afirmou que o trabalho que o Sesc tem feito na educação profissional está à disposição do movimento.
Para Luiz Carlos Pinto, secretário de Inovação da prefeitura de Porto Alegre, o grande marco do Pacto é que está se saindo do discurso e partindo para a ação. “Com o Pacto Alegre descobrimos que é possível sonhar e fazer a diferença”, destacou. Ele acredita que se a sociedade e o poder público não trabalharem para desenvolver e qualificar a educação, não será possível avançar em nenhuma outra área da sociedade.

